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segunda-feira, 30 de março de 2009

CINE SEM LEI


Nesta quarta-feira, 1º de abril, tem cinema na Faculdade Social. O projeto Cine Sem Lei, promovido pelo curso de Jornalismo, vai exibir A excêntrica de Antônia, filme de Marleen Gorris - com direito a debate após a exibição. Leia mais...

Local: sala 5 do Prédio Central
Horário: 14:30


Eu estarei por lá e gostaria muito de ver vocês.

sexta-feira, 27 de março de 2009

COLETÂNEA DE CRÔNICAS

Para acessar a Coletânea de Crônicas clique aqui.

Tem as crônicas escolhidas para leitura durante o curso e a produção dos alunos (ainda em costrução).

Aceitamos sugestões de outros textos não incluídos na coletânea.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A CRÔNICA NO JORNAL

Em A crônica política no Brasil, Tatiana Teixeira afirma que “a história da crônica no Brasil se confunde com a própria trajetória do jornalismo contemporâneo".

De fato, a primeria crônica publicada de que se tem notícia foi veiculada em 1799 no peródico francês Journal de Débats (Cf. post anterior).

Para a autora, a crônica começou a se consolidar no Brasil a partir do século XIX, tornando-se, desde então, "um gênero quase obrigatório para os jornais brasileiros" (TEIXEIRA, Op. Cit.).

João Roberto Faria assinala que, no séc. XIX, a crônica chamava-se folhetim e não guardava os traços que reconhecemos nesse tipo de texto hoje.

"[...] Era um texto mais longo, publicado geralmente aos domingos no rodapé da primeira página do jornal, e seu primeiro objetivo era comentar e passar em revista os principais fatos da semana, fossem eles alegres ou tristes, sérios ou banais, econômicos ou políticos, sociais ou culturais" (FARIA, 1995).

Quanto às opções temáticas, bem como às imprecisões no que se refere ao estudo crônica como tipologia textual, Teixeira anota que: “a miscelânea temática - que se explica historicamente, talvez, pelo fato de terem sido freqüentemente publicados no espaço destinado às variedades - se, por um lado, possibilitou que diferentes autores os exercitassem, por outro, pode ser apontada como fator preponderante para a falta de uma melhor definição, compreensão e valorização do gênero ao longo de sua história. Vários dos que escreveram crônica em algum momento buscaram compreende-la ou discuti-la, o que revela, ao menos, uma certa inquietação com esta modalidade discursiva tradicionalmente classificada como menor.”

Há, no entanto, por parte de teóricos (sobretudo os da Literatura),
tentativas de agrupar as crônicas em uma tipologia.

- Em
A criação literária - prosa II, Massaud Moisés fala em dois tipos: a crônica-poema e a crônica-conto.
O autor classifica ainda como pseudocrônicas aqueles textos que se assemelham a ensaios ou ao que ele chama de prosa didática - isso porque, segundo ele, nesses textos "a idéia prevalece sobre a sensação e a emoção".


- Em
A literatura no Brasil, Afrânio Coutinho fala em cinco tipos: a crônica narrativa; a crônica metafísica; a crônica poema-em-prosa; a crônica comentário; a crônica-informação.

- Em
Jornalismo Opinativo, Luis Beltrão propõe uma divisão tipológica a partir de dois grandes grupos de crônicas: o primeiro grupo se refere à natureza do assunto abordado (teríamos, então, três subgrupos - crônicas gerais, locais e especializadas); o segundo grupo se refere ao tratamento dado ao tema (teríamos as crônicas analíticas, as sentimentais e satírico-humorísticas).



REFERÊNCIAS:

BELTRÃO, Luiz. Jornalismo Opinativo. Porto Alegre: Sulina, 1980.
CANDIDO, Antonio et al. A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. São Paulo; Rio de Janeiro: Editora da Unicamp; Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.
COUTINHO, Afrânio. A literatura no Brasil: relações e perspectivas. Rio de Janeiro: Global, 1999.
FARIA, João Roberto. Alencar conversa com os seus leitores. Prefácio a Crônicas escolhidas - José de Alencar. São Paulo: Ed. Ática e Folha de São Paulo, 1995.
MOISÉS, Massaud. A criação literária -prosa II. 17. ed. São Paulo: Cultrix, 2001.
SÁ, Jorge de. A crônica. 6. ed. São Paulo: Ática, 1999.
TEIXEIRA, Tatiana. A crônica política no Brasil: um estudo das características e dos aspectos históricos a partir da obra de Machado de Assis, Carlos Heitor Cony e Luis Fernando Veríssimo. Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação. Disponível em:
. Acesso em: fev.2009.
MORAES, Jorge Viana de. Limites entre jornalismo e literatura. Portal UOL Educação. Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação.

terça-feira, 10 de março de 2009

A TIPOLOGIA TEXTUAL DE CUNHO OPINATIVO NO JORNALISMO

"Os gêneros discursivos, como unidades comunicativas, manifestam diferentes intenções do autor: procuram informar, convencer, seduzir, entreter, sugerir estados de ânimo, etc., segundo Kaufman e Rodríguez (1995). Em correspondência a essas intenções, é possível categorizar os gêneros discursivos, levando em conta a função comunicativa que neles predomina. Por exemplo, a classificação dos textos do jornal em gêneros informativos, opinativos, interpretativos e diversionais obedece principalmente às três funções comunicativas da atividade jornalística, apresentadas por Beltrão (1980), quais sejam: informar, orientar e divertir. O grupo dos textos opinativos é constituído por enunciados que dizem respeito à função de orientar e que podem ser organizados em uma destas categorias: editorial, artigo, crônica, charge, resenha, entre outros. [...]"

Fonte:
CARVALHO, Adriana Cintra de, PUZZO, Miriam Bauab. Textos opinativos: uma questão de gênero. INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Anais... Belo Horizonte: set/2003.

ARTIGO: texto de cunho mais opinativo que informativo, veiculado geralmente destacado dos textos noticiosos - o que destaca sua característica não-jornalística. Quando um autor mantém regularidade na publicação de artigos em um mesmo veículo, ele é chamado de articulista.

RESENHA: classificada como um tipo de resumo, a resenha tem por finalidade apresentar/descrever um determinado objeto (outro texto, álbum filme, etc.) elencando aspectos relevantes sobre esse objeto. Uma resenha deve trazer comentários pessoais e julgamento crítico, além de informações e resumo do objeto analisado.

EDITORIAL: artigo que expressa a opinião institucional e apócrifa (sem assinatura individual) do jornal. "O editorial orienta o público mediante a opinião do próprio jornal sobre um assunto, enquanto os demais textos opinativos cumprem sua função apresentando a opinião do jornalista, do colaborador ou do leitor" (CARVALHO; PUZZO, 2003).

CHARGE: comentário visual dos fatos, geralmente por meio de caricatura política ou de personagens do noticiário.

CRÔNICA: conforme a definição do Dicionário Hoauiss, uma crônica é a "compilação de fatos históricos apresentados segundo a ordem de sucessão no tempo [Originalmente a crônica limitava-se a relatos verídicos e nobres; entretanto, grandes escritores a partir do sXIX passam a cultivá-la, refletindo, com argúcia e oportunismo, a vida social, a política, os costumes, o cotidiano etc. do seu tempo em livros, jornais e folhetins.]”

Trata-se de um texto situado entre a literatura e o discurso jornalistico, na maioria das vezes assinada por um escritor.

A palavra deriva do Latim chronica, palavra situada no campo semântico relativo a tempo. No início da era cristã, a chronica correspondia ao relato linear dos acontecimentos (ou seja, em ordem cronológica). A partir da sedimentação da imprensa, no final do séc. XVIII, a crônica foi inserida no corpo de textos do jornal. Há registros de que a primeira crônica publicada em um jornal data de 1799 (no periódico francês Journal de Débats).

Para Moraes, “a abordagem da crônica como um gênero específico de texto leva a destacar algumas acepções mais utilizadas por pesquisadores: (1) narração histórica ou registro de fatos comuns em ordem cronológica; (2) texto jornalístico de forma livre e pessoal e que tem, como tema, fatos ou idéias da atualidade; esses fatos podem ser de teor artístico, político, esportivo, etc.; ou simplesmente relativos à vida cotidiana; (3) no sentido histórico do termo, A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada crônica pelos historiadores. E como ela, aconteceram outros relatos de cronistas que davam notícias da nova terra aos europeus; (4) é importante ressaltar que esse conceito antigo de crônica como registro de fatos históricos continuou com o advento da literatura jornalística.”

Fonte:
MORAES, Jorge Viana de. Limites entre jornalismo e literatura. Portal UOL Educação. Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação.

quinta-feira, 5 de março de 2009

PROGRAMA DO CURSO

PLANO DE CURSO 2009.1

CURSO: Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo
DISCIPLINA: Leitura e produção da crônica em jornalismo CARGA HORÁRIA:
PROFESSOR: Adriana Telles
EMENTA: Estudo da tipologia textual de cunho opinativo no jornalismo. Especificidades das variações do discurso jornalístico no texto opinativo. Estilo, linguagem e redação de crônicas. Estudo da charge como crônica política.

OBJETIVOS:
Ao final do curso o aluno deverá:

- Reconhecer os diferentes tipos de textos jornalísticos de cunho opinativo.
- Perceber a importância do texto opinativo no contexto do discurso jornalístico.
- Desenvolver habilidades para a leitura e a produção de crônicas.
- Analisar e produzir crônicas.
- Utilizar adequadamente as variantes da linguagem da crônica.
- Identificar os elementos discursivos da charge.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Unidade I:
– A tipologia textual de cunho opinativo e jornalismo:
O artigo, a resenha, a coluna, o editorial, crônica e a charge.
Elementos para a leitura da crônica.
Linguagem, Língua e Fala: conceitos a partir das perspectivas da teoria da comunicação e da lingüística textual.

– A crônica como narrativa do cotidiano:
As origens da crônica; a produção de crônicas no séc. XIX, no século XX e na contemporaneidade.
Os modos de organização narrativo, descritivo e dissertativo da crônica.
Estudo de cronistas brasileiros.

UNIDADE II:
– Subtipologia da crônica:
A crônica de humor.
A crônica poética.
A crônica política.
A crônica esportiva.
A crônica social.
A crônica policial.

– A crônica visual: as charges
Elementos para a leitura da charge.
Estudo de chargistas brasileiros.
Recursos estilísticos para a construção humor no discurso da charge.
Charge e crônica escrita: semelhanças e diferenças discursivas.

REFERÊNCIAS:
BÁSICAS:
SÁ, Jorge de. A crônica. 6. ed. São Paulo: Ática, 1999.
MELO, José Marques de. A crônica como gênero jornalístico. In: Teoria do Jornalismo: identidades brasileiras. São Paulo: Paulus, 2006.
CANDIDO, Antonio et. al. A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. São Paulo; Rio de Janeiro: Editora da Unicamp; Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.

COMPLEMENTARES:

BELTRÃO, Luis. Jornalismo opinativo. Porto Alegre (RS): Ed. Sulina, 1980.
BENDER, Flora; LAURITO, Ilka. Crônica - história, teoria e prática. São Paulo: Editora Scipione, 1993. (Col. Margens do Texto).
CHALHOUB, Sidney; NEVES, Margarida; PEREIRA, Leonardo Affonso de. História em cousa miúda: capítulos de história social da crônica no Brasil. Campinas: Ed. Unicamp, 2005.
FERRAZ, Geraldo Galvão. A escrita de uma crônica. Revista Língua Portuguesa. Ano 2, n. 20, p. 38-39. São Paulo, jun, 2007.
FORTUNA. Aberto para balanço: 95 charges do Correio da Manhã (1965-1966). Rio de Janeiro: Codecri, 1980.
MEDEIROS, Vanise Gomes de. Discurso Cronístico: uma falha no ritual jornalístico. Disponível em: .
OLIVEIRA, Claudio de. Pizzaria Brasil: da Abertura Política à reeleição de Lula. São Paulo: Devir, 2007.
ROMUALDO, Edson Carlos. Charge jornalística: intertextualidade e polifonia – um estudo das charges da Folha de S. Paulo. Maringá: Eduem, 2000.
ROSSETTI, Regina; VARGAS, Herom. A recriação da realidade na crônica jornalística brasileira. UNIrevista. São Paulo: Vol. 1, n. 3, jul, 2006. Disponível em: .
SIMON, Luiz Carlos Santos. Do jornal ao livro: a trajetória da crônica entre a polêmica e o sucesso. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/temasematizes/article/viewPDFInterstitial/554/465
SIMON, Luiz Carlos Santos. O cotidiano encadernado: a crônica no livro. Disponível em: .

– Compilação de crônicas e charges disponibilizadas pelo professor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

BLOG NO AR

Olha o Blog aí.

Abraços.